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sábado, 4 de outubro de 2008

Fall and Rise

Quando olhei bem pros olhos meus
E aquele olhar de dor se fez presente
Dias e dias me vieram à tona
Tantos amores, tantos pesares
A vida como uma estrada longa, mas nunca longínqua
O passado nunca é tão distante que não se possa lembrar
Que não se possa sentir vivo
Na pele, na carne, queimando.
A existência dói, reabre velhas feridas
O ar sufoca, torna seco
As lágrimas molham o solo, mas nada brota
A fúria passa, a cólera se perde
Difusa, entre a inércia, o cansaço, o sono
E o nojo do próprio desespero.
Não, não é assim que as coisas deveriam retornar
Elas deveriam simplesmente se misturar à poeira
E serem levadas pelo vento.
O cansaço entorpece, engana os sentidos
A respiração enfraquece, morre-se um pouco
Um abraço, um beijo
Um raio de luz de olhos amados
Talvez só isso, só seu suspiro pra me devolver o controle
Pra me devolver o tato, sentir algo de bom.
Sei que nada será como antes amanhã
Eu sei que eu vou sobreviver
Eu sei que vai passar
Depois virão outros
Outros amores, outros pesares.
Vou buscar um mundo novo, vida nova
Abrir meu peito ao vento, me libertar
Do que me resta não são só sobras.
As diferenças não podem ser maiores que os afetos
A vida é maior que isso
A vida é maior que a gente.
É preciso enlouquecer, é preciso fazer escândalo
É preciso romper, romper sempre
Romper a aurora junto com o sol...
Porque amanhã vai ser outro dia.

domingo, 14 de setembro de 2008

I won't sympathize anymore.

"This time
I'm gonna keep me all to myself
And he makes me want to hand myself over" (Bjork)
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Esperando uma ligação
Um sinal de fumaça para despertar meu coração
Não me parece verdade
Os meus olhos não querem enxergar
Eu pensei que agora tudo seria diferente
Que haveria algo de bom para mim
Um desejo secreto, um desejo secreto a se realizar.
Ele me ofereceu seu coração e seus olhos para que eu os cuidasse
E agora que eu já os amo
Ele resolve tomar tudo de volta.
E esse senso de realidade
A ofensa de ser abandonada
Essa poesia mórbida
Que me faz pensar que eu não presto pra nada.

Mais do que suas palavras pra me iludir
Quero suas ações para me avivar a alma
Acorde-me, mostre que eu mereço
Que você merece o meu amor
Que não será em vão.
E esse senso de realidade
Que me bate por me sentir rejeitada
Essa poesia mórbida
Que me faz sentir como se eu não fosse nada.
E não é justo que você não se importe
Não é justo que você me trate assim
Eu me sinto caindo no meu próprio sonho.
Eu me doei inteira para você e você não se importa de me magoar
Como você pode ser
Tão insensível
Assim?

Eu te amei, você não viu
Eu estava lá e você permaneceu parado
Eu te peguei pela mão pra te fazer voltar a andar pelo caminho certo
E você desistiu e me fez ser nada
Mas isso só vai me deixar maior
Eu sou maior que você porque eu te amo.
Eu amo os seus olhos, meu querido
Mas você não está aqui para cuidar dos meus.
Esse é o senso de realidade que eu quero te mostrar
Que eu sofro por você, me sinto abandonada por você
É uma poesia mórbida, e eu quero que você a sinta
Porque é você
Que não presta
Pra nada.